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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, fez uma série de anúncios durante a sua participação, no dia 23/07, na cerimônia de abertura da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em São Luís, no Maranhão.
Entre as novidades, duas são bastante relevantes para o setor de TICs. A primeira delas é que o ministro disse que o Programa Estratégico de Software e Serviços de TI está com lançamento agendado para o dia 20 de agosto. A iniciativa terá como eixos desenvolvimento econômico-social,
competitividade, posicionamento internacional, empreendedorismo e inovação.
Também falou sobre recursos para a subvenção econômica à inovação. Segundo Raupp, não faltará dinheiro para favorecer a tecnologia nacional. A subvenção irá disponibilizar R$ 1,2 bilhão nos próximos três anos e se divide em três eixos: integrada com crédito (R$ 300 milhões), destinada aos setores de petróleo, gás e etanol; edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) no valor de R$ 700 milhões, voltado a saúde, defesa, aeroespacial, nuclear, biotecnologia, nano, desenvolvimento social, TICs e materiais, bem como ao Programa Brasil Sustentável; e via descentralização (R$ 200 milhões), com foco em etanol, petróleo, gás, TICs e capacitação de agentes estaduais.
“Esse é um experimento da Finep, que está associando a capacidade de crédito que teve pela primeira vez neste último ano ao financiamento a inovação nas empresas”, disse Raupp. “Associar como uma espécie de bônus as empresas que obtiveram sucesso neste tipo programa. O descentralizado seria uma parceria com os estados que participariam como agentes, entrando com contrapartidas, atendendo às demandas regionalizadas da inovação”, explicou o ministro. A Finep disponibilizará ainda, R$ 2 bilhões para financiar o desenvolvimento de produtos processos e serviços inovadores ligados ao conceito de sustentabilidade.
Outros investimentos e projetos anunciados para o fomento da ciência, tecnologia e inovação no Brasil: Reator Multipropósito (R$ 850 milhões); Projeto Sirius – Fonte de Luz Síncroton de terceira geração (R$ 447 milhões); proposta de ações estruturantes do MCTI para terras raras (R$ 50 milhões); criação do Comitê Interministerial de Nanotecnologia e do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNano); Instituto Nacional de Pesquisas sobre os Oceanos (Inpo); e Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira.
Fonte: MCTI
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